5ª Expedição de Educação e trabalhos sociais no Pantanal e atendem a 402 ribeirinhos com participação da atriz Cristiana Oliveira

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Divulgação

Campo Grande (MS) – Há cinco anos, a Polícia Militar Ambiental e várias instituições realizam pelo menos uma expedição de Educação Ambiental com as comunidades ribeirinhas no Pantanal, especialmente as comunidades indígenas. Neste ano, de 07 a 11 (ontem), foi realizada a 5ª Expedição de Educação no Pantanal. A expedição foi coordenada pela Polícia Militar Ambiental de Corumbá e pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB). Foram atendidas as regiões e Comunidades Tradicionais do Castelo, Paraguai Mirim, São Francisco, Amolar, Barra de São Lourenço e Aldeia Indígena Guató.

A expedição que foi realizada com a embarcação de grande porte da PMA e algumas embarcações menores, objetiva a proporcionar Educação Ambiental, assistência social, fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e tutela jurídica em matéria de Direitos Trabalhistas e Previdenciários.Participaram ainda as seguintes instituições:  Ministério Público do Trabalho (MPT 24ª Região), Tribunal Regional do Trabalho (TRT 24ª Região), Escritório Modelo de Assistência Jurídica da Faculdade de Direito da UFMS (EMAJ/UFMS), PrevFogo IBAMA, Instituto SOS Pantanal, ECOA, e Instituto Acaia Pantanal. Participaram também o Exército Brasileiro e o Grupo de Policiamento Aéreo de Mato Grosso do Sul.

Segundo o Cel. Gimenez, Comandante do CGPA: “o Helicóptero é um instrumento indispensável para levar cidadania a locais de difícil acesso”.

Caracterizada por seu importante papel na proteção e conservação do meio ambiente, por meio da prevenção, repressão e fiscalização, a PMA vê na Educação Ambiental uma forma de envolver e sensibilizar a população na defesa das questões ambientais, com consequente diminuição das infrações e crimes ambientais, destaca o Cap. Diego, Comandante da Cia PMA Corumbá e Coordenador Geral da Expedição.

Considerando as peculiaridades das atividades dos ribeirinhos na coleta de iscas, a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) se deu na destinação, sensibilização e utilização de Equipamentos de Proteção Individual para a prevenção de acidentes e doenças, afirmou a Procuradora Trabalho (MPT) Rosimara Delmoura Caldeira.

Para o Desembargador João de Deus, “a educação é o menor percurso para se reduzir as desigualdades sociais e o instrumento de propulsão de desenvolvimento de uma nação a longo prazo”.

Desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão por meio de atendimentos jurídicos na área dos Direitos Previdenciários e Trabalhistas é proporcionar acesso à Justiça e o mínimo existencial às comunidades tradicionais do Pantanal Sul, além de contribuir com a formação humanizada dos acadêmicos da Faculdade de Direito da UFMS, diz o professor Aurélio Briltes.

Foi providenciada pelo IASB a distribuição e plantio de mudas de vegetação nativa, distribuição de computadores para as escolas, vestuário, brinquedos e materiais para as brigadas voluntárias de combate a incêndios, incluindo a distribuição de 120 cestas básicas ofertadas pelo Instituto SOS Pantanal, Grupo Mil pelo Planeta e Yoga pelo Pantanal.

Para o IASB o fato de as escolas não estarem funcionando devido à Pandemia fez com que as ações desta edição fossem direcionadas às comunidades levando esperança e informação às famílias, além de equipamentos para melhoria do ensino dos alunos ribeirinhos e para o combate aos focos de incêndio no Pantanal.

O IBAMA/PrevFogo/MS representado pelo Supervisor de Brigadas, Idmar Rocha, participou com palestras sobre prevenção e combate aos incêndios florestais e distribuição de panfletos informativos sobre a formação de brigada voluntária, deixando como reflexão: “prevenir sempre e combater quando necessário. O Meio Ambiente agradece”.

Segundo André Siqueira, Presidente da Ecoa, as Comunidades Tradicionais, além das dificuldades de acesso aos serviços púbicos, diante do isolamento territorial, nesse ano sofreram com os impactos das queimadas na Região do Pantanal Sul, afirmando que a Expedição se tornou extremamente necessária.

A atriz Cristiana Oliveira, que participou da expedição, destacou que além da fauna, muitas comunidades indígenas e ribeirinhas sofrem com os efeitos da seca e das queimadas, ressaltando, assim, a importância da Expedição num momento muito desolador.

Ao todo foram atendidos 402 ribeirinhos. Na ocasião, a PMA e o IASB distribuíram a edição 2021 do Calendário de Educação Ambiental no Pantanal, ilustrado com desenhos dos alunos pantaneiros. Este material é distribuído gratuitamente e tem o objetivo de valorizar as escolas pantaneiras, seus professores e chamar a atenção para conservação do Pantanal.

Por fim, foram providenciados todos os protocolos de biossegurança diante da COVID19 para realização das atividades.

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