Taxa de desemprego sobe para 7,6% em MS, diz IBGE

20
O índice ainda é o 2ª menor taxa de desempregados do País

Mato Grosso do Sul registrou 107 mil pessoas desempregadas no primeiro trimestre de 2020. Apesar disso, a taxa de desocupação medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 6,5 no trimestre de outubro a dezembro de 2019 para 7,6% no trimestre de janeiro a março deste ano. Foi observada uma queda de 1,9 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2.019 (9,5%).

Mesmo com o aumento registrado na pesquisa, o Estado ficou com a segunda menor taxa de desocupação do país.

A população desocupada do Estado ficou em 107 mil pessoas, com aumento de 15,05% (o equivalente a mais 14 mil pessoas) em comparação ao trimestre de outubro a dezembro de 2019 que era de 93 mil pessoas.

No primeiro trimestre de 2020, a população ocupada (1.292 mil) caiu 2,78%(menos 37 mil pessoas) em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2019 e cresceu 0,08%(mais 1.000 pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2.019.

No País

O desemprego aumentou em 12 estados brasileiros e se manteve estável nos demais no primeiro trimestre de 2020, de acordo com a PNAD.

As maiores altas no desemprego aconteceram no Maranhão (3,9 pontos percentuais, com taxa de 16,1%), Alagoas (2,9 p.p., com taxa de 16,5%) e Rio Grande do Norte (2,7 p.p., com taxa de 15,4%).

Já as maiores taxas em percentual foram observadas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%) e as menores em Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%).

Perfil dos desempregados O país tinha 12,9 milhões de desempregados de janeiro a março deste ano, com taxa de 12,2%. A taxa de desemprego é maior entre as mulheres (14,5%) do que homens (10,4%) e entre pretos (15,2%) e pardos (14%) do que brancos (9,8%).

As taxas de desemprego aumentaram para os jovens entre 18 e 24 anos, passando de 23,8% no último trimestre de 2019 para 27,1% no primeiro de 2020.

No Nordeste, o desemprego para essa faixa etária chegou a 34,1%. De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, é esperado haver no primeiro trimestre um aumento da desocupação, devido às dispensas dos trabalhadores temporários contratados no final do ano.

Durante o primeiro trimestre do ano, a maior parte dos desempregados estão de um mês a menos de um ano em busca de uma nova vaga (45,5%), enquanto 23,9% estão nesta situação há dois anos ou mais, 12,6%, de um ano a menos de dois anos e 18,0%, há menos de um mês.

No Brasil, 3,1 milhões de pessoas procuram trabalho há dois anos ou mais e essa estimativa representa queda de 7,4% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

Informalidade

Os estados do Pará (61,4%) e do Maranhão (61,2%) foram os mais afetados pela informalidade, enquanto as menores taxas foram encontradas em Santa Catarina (26,6%) e no Distrito Federal (29,8%).

No país, a taxa passouo de 41% para 39,9%. Embora a taxa de informalidade tenha se mantido estável em 18 estados, ela ficou acima da taxa média nacional (39,9%) nesses locais, variando de 41,2%, em Goiás, até 61,4% no Pará. Em 11 desses 18 estados, a informalidade ultrapassou 50%.

Impacto da pandemia

Adriana também não garante que as medidas de isolamento social, provocadas pela pandemia da covid-19 refletiram na taxa de desemprego do trimestre fechado em março.

“Grande parte do trimestre ainda está fora desse cenário. Não posso ponderar se o impacto da pandemia foi grande ou pequeno, até porque falamos de um trimestre com movimentos sazonais, mas de fato para algumas atividades ele foi mais intenso”, afirmou Adriana.

Metodologia da pesquisa

O IBGE está realizando a coleta de dados por telefone, devido à pandemia. Segundo a Institutição, “o número do telefone de contato para alguns domicílios visitados anteriormente pelo IBGE já constava na base de dados da PNAD Contínua. Através do pareamento da lista de domicílios da pesquisa com bases de dados disponíveis no próprio Instituto e diversas ações promovidas nos 27 estados, está sendo possível obter os telefones para realização da pesquisa”.

*Com informações R7

COMPARTILHAR