Organização e planejamento garantem medicamentos e tratamento a pacientes

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Imagem:Divulgação

Os esforços da administração municipal para garantir aos pacientes da Rede Pública de Saúde medicamentos, insumos e materiais considerados essenciais asseguram um tratamento mais digno, adequado e eficaz, com resultados significativos no controle das doenças. Atualmente, o cenário é bem diferente do encontrado no início ano passado, o que é comprovado por quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS).

É o caso do aposentado João Vicente, 74 anos, usuário da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Coronel Antonino. Ele ressalta que, há pelo menos dois anos, raramente conseguia encontrar os medicamentos que utiliza para fazer o controle da diabetes e da pressão alta na farmácia do posto.

“Até o começo do ano passado eu passava aqui no posto para pegar e quase nunca encontrava. Sempre fui muito bem atendido pelos médicos e enfermeiros daqui, mas tinha essa dificuldade. Hoje, como vocês podem ver, eu pego todos os medicamentos que eu uso diariamente sem problema. Melhorou muito”, complementa.

Hoje, o estoque de medicamentos da rede municipal de saúde encontra-se 83% abastecido. Um número extremamente expressivo e bem diferente do encontrado em janeiro do ano passado, onde o estoque estava abaixo da chamada reserva técnica, ou seja, com menos de 20%.

Esse cenário é lembrando pelo aposentado Antonio Angelin Neto, 72 anos, usuário da UBS Estrela Dalva. Ele diz que muitas vezes precisou arcar com os custos dos medicamentos receitados pelos médicos.

“A maioria dos medicamentos eu precisava comprar, porque nunca tinha aqui na farmácia do postinho. Hoje tá bem melhor. O que eu preciso, estou conseguindo encontrar”,recorda.

Aposentada atesta melhoria na rede pública de saúde da Capital. (Foto: André Bittar/PMCG). Aposentada atesta melhoria na rede pública de saúde da Capital. (Foto: André Bittar/PMCG).

A aposentada Terezinha de Souza Maciel, 78 anos, reforça a importância das melhorias que, para ela, não ocorreram somente na oferta de medicamentos, materiais e insumos, mas sim no atendimento todo.

“Para mim é visível que muita coisa melhorou, a começar pela estrutura da própria unidade. Além disso, o atendimento é condizente com aquilo que nós esperamos e temos acesso a diversos serviços de maneira eficiente, como a vacinação, por exemplo. Medicamentos mesmo, as vezes que precisei, encontrei”, diz a dona de casa que estava acompanhando o neto, Matheus, 08 anos, na consulta com o pediatra na UBS 26 de agosto.

Investimentos

Em 2017, a Prefeitura de Campo Grande investiu R$ 13.960.701,51 na compra de medicamentos, o que representa um aumento de R$ 2 milhões em relação ao ano passado. Somente no primeiro semestre deste ano, o investimento da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) já ultrapassa R$ 7,7 milhões. Considerando o valor empenhado até agora, a previsão é de que o montante empregado em 2018 seja ainda maior do que o do ano anterior.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Viela, foi preciso retomar praticamente do zero a maioria dos processos de compra que estavam parados, além de negociar as dividas deixadas e assegurar o pagamento das empresas,para que o fornecimento dos medicamentos à população não continuasse sendo prejudicado.

“No início do ano passado, nós tivemos que encarar este problema de frente e tomar todas as medidas necessárias para evitar que a população continuasse sem as medicações. Nós entramos com o estoque muito baixo. As prateleiras dos postos estavam vazias. Medicamentos essenciais estavam em falta há pelo menos seis meses. Hoje, a realidade é outra. Através do empenho da nossa equipe e um trabalho de planejamento conseguimos regularizar o abastecimento em quase sua totalidade assegurando à população que ela saia da consulta já com o medicamento em mãos”, disse.

Planejamento

A organização e planejamento despendidos pela gestão têm assegurado que a reposição dos medicamentos seja feita em curto prazo, o que reflete diretamente no que é ofertado à população.

“Através dessa organização é possível fazer as previsões e evitar que os medicamentos faltem nas prateleiras das unidades por muito tempo. É claro que existem situação pontuais que muitas vezes fogem do nosso controle, como atraso de entrega, processos burocráticos morosos, por exemplo. Mas, trabalhando desta forma, nós estamos conseguindo garantir que não falte a grande maioria dos medicamentos tidos como essenciais”, complementa Vilela.

Nestas “exceções” encontram-se medicamentos específicos, como os controlados, por exemplo, que registram faltas pontuais, devido atraso de fornecedores, seja por falta de matéria-prima; falência de empresas ou alta do dólar, que modificou preço dos produtos. Com isso, as empresas não conseguem comprar o produto e oferecer para prefeitura, visto que o preço ofertado na licitação está defasado.

No entanto, existe um esforço junto aos fornecedores de que haja uma melhor resposta quanto a estas necessidades para evitar que a população fique desassistida.

A Relação Municipal de Medicamentos (Remume) de Campo Grande é composta de 275 itens, ou seja, são 275 tipos de medicamentos adquiridos com recursos próprios, que são disponibilizados gratuitamente à população.

CG Notícias

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